POLÍCIA PRENDE 17 PESSOAS ACUSADAS INVASÃO DE TERRAS E CRIME AMBIENTAL EM BOCA DO ACRE

25/02/2016 09:17

 

Na última segunda-feira (21) uma ação integrada das polícias Civil e Militar teve como saldo a prisão de 17 pessoas e a apreensão de 01 menor de idade, todas acusadas de crime ambiental e invasão de terras particulares. O fato ocorreu na fazenda Palotina, no Ramal do Garrafa, no km 90 da BR-317, no sentido Rio Branco/Ac. Policiais civis e militares percorreram mais de 12 quilômetros embrenhados na mata, para concretizar ação que teve várias etapas anteriores.

Segundo informações do Investigador de Polícia Civil, Luciano Sena, os invasores foram avisados por três vezes de que estavam cometendo o ilícito. Ainda conforme o investigador, as invasões vêm ocorrendo há mais de um ano. Luciano explicou que o local foi visitado uma vez pelo ICMBio e duas vezes pelo delegado titular da Polícia Civil de Boca do Acre, com o intuito de alertar da situação irregular que os posseiros estavam praticando.

O investigador explicou que a área que estava sendo invadida é reserva legal da fazenda Palotina, que faz divisa com a Floresta Nacional do Iquiri, área de preservação ambiental gerida pelo ICMBio. Na ação, quem também foi preso o agente da CPT em Boca do Acre, Cosme Capistano, que estava no local e segundo o investigador Luciano, disse ter indícios de que Cosme era um dos incentivadores para que os invasores permanecessem, até que houvesse uma determinação dos órgãos fundiários, sobre a legalidade ou não.

Quem estava no local da ocorrência e recebeu voz de prisão, será enquadrado como praticante de crime ambiental, uma vez que a já havia área desmatada e no crime de esbulho possessório, que é quando duas ou mais pessoas se associam para ocupar uma determinada área que já pertence a terceiro.

Os invasores foram presos e pagaram fiança de um salário mínimo para responder o processo em liberdade. Luciano disse que a grande maioria dos usurpadores é de origem do estado do Acre. Sena disse que existe a possibilidade de servidores públicos do estado vizinho e até um secretário municipal de Plácido de Castro estarem envolvidos como financiadores da invasão.

A CPT já chegou a divulgar uma nota afirmando que no local já tinham 160 famílias assentadas, o que segundo a polícia civil não corresponde a verdade, uma vez não foi constatado nenhum tipo de construção no local.

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