CARAVANA RUMO A BRASÍLIA PELA MELHORIA E DUPLICAÇÃO DA BR364

01/12/2015 11:01

É necessário reconhecer que o tráfego na BR 364, encontra-se no limite máximo.

 

Na BR-364 o movimento de veículos de cargas e passageiros não comporta mais espaços nos dois sentidos

Com a projeção de que nos próximos cinco anos a região noroeste de Mato Grosso incorpore mais 4 milhões de hectares de terras produtivas no plantio de grãos e Rondônia, continue explorando naturalmente os 5 milhões de hectares abertas, a previsão de produtores rurais e autoridades ligadas ao setor, é de que se tenha um colapso no sistema de transportes de cargas.

Preocupados com essa situação o secretário de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri) Evandro Padovani e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon), Hélio Dias, organizam uma caravana intitulada: “SOS” BR-364 para seguir rumo a Brasília em favor da duplicação desta rodovia.

O objetivo deles é de somar as forças do setor produtivo com o senador Acir Gurgacz, convocando deputados estaduais, vereadores, prefeitos, empresários rurais e entidades representativas, ainda este ano, para demonstrar na capital federal a real necessidade e a situação de calamidade em que se encontra a rodovia, que se tornou o braço forte do homem do campo e das exportações de Mato Grosso e Rondônia.

Na opinião de Hélio Dias, depende de gestão política para acelerar a liberação de recursos para a duplicação da BR-364, uma vez que estes investimentos já estão previstos no Orçamento da União no Plano Plurianual do Ministério dos Transportes 2016/2019. No entanto, é necessário reconhecer que tráfego na BR-364, encontra-se no limite máximo de resistência para permanecer em condições de trafegabilidade tendo em vista o grande fluxo de escoamento de cargas e veículos de passageiros.

 

Os acidentes na BR-364 provocam longas filas, prejuízos e perda de tempo aos motoristas

O movimento de produtores rurais

Num ponto Evandro Padovani e Hélio Dias, concordam com o pensamento da maioria absoluta dos produtores rurais de Rondônia. Somente com um grande movimento mobilizando as forças produtivas e revelando com clareza onde estão os gargalos e o tamanho dos prejuízos que sofrem os governos Federal, Eestadual, Municipais, contabilizando às perdas humanas e materiais. Talvez o Ministério dos Transportes tenha a sensibilidade e veja com mais carinho a BR-364.

Entre os trechos mais críticos ao longo da BR-364, que exige uma ação imediata de duplicação encontram-se o pedaço que liga os municípios de Ariquemes, passando por Jaru, Ouro Preto do Oeste até Ji-Paraná. São mais ou menos 200 quilômetros de serras, subidas e descidas, penhascos, curvas fechadas, pista estreita, sem sinalização, asfalto esburacado, faltando área de escapamento. Ali, os acidentes são frequentes.

Durante o dia os motoristas avistam os buracos. Porém à noite entre 19h e 21h, na região entre Jaru e Ouro Preto do Oeste,

 

Evandro Padovani “é preciso arregimentar os produtores”

diariamente caminhões e carros de passageiros na ida ou vinda estouram pneus com os motoristas tiritando de raiva, diante dos prejuízos quando não tombam ou batem de frente com outros veículos. Transitar naquela região nos dias chuvosos é um verdadeiro pavor.

De Porto Velho a Sapezal 

Não há dúvidas que a ferrovia cortando Rondônia é importante, principalmente interligando Porto Velho a Sapezal com uma logística viável do ponto de vista econômico numa região onde a tendência é aumentar a produção de grãos.

Pensando nisso o senador Acir Gurgacz incluiu a duplicação da BR-364, assim como a construção da Ferrovia Bioceânica, como obras prioritárias em seu relatório setorial de Infraestrutura para o Plano Plurianual 2016/2019. Acir Gurgacz que é relator de receitas do Orçamento da União de 2016 apresentou duas emendas juntamente com o senador Valdir Raupp, priorizando a duplicação da BR-364 e a ferrovia que interligará Mato Grosso e Rondônia.

Os representantes de Rondônia vislumbram a possibilidade de que as duas obras sejam licitadas em 2016. Já existem em andamento no Ministério dos Transportes estudos técnicos com objetivo de viabilizar a concessão de obras na BR-364 no trecho entre Porto Velho e Comodoro no Mato Grosso.

 

Onde a BR tem a 3ª pista é fácil de trafegar sem perigo

O progresso exige rapidez e eficiência 

Na verdade, essa rodovia pelo fluxo de tráfego, não precisa ser engenheiro ou técnico em coisa nenhuma, para saber que ela necessita urgente passar por uma reestruturação total. Está com a base e a estrutura comprometida, sendo que para evitar consequências desastrosas no futuro, uma pista com base nova, ou no mínimo uma terceira pista segura em todos os pontos críticos deve ser construída. O progresso e o desenvolvimento agropecuário desta vasta região, que por uma questão de visão vesga do Ministério dos Transportes, insiste somente no processo de tapa-buracos e remendos no leito da estrada.

Tanto para Evandro Padovani, quanto para Hélio Dias, no futuro próximo os caminhões que descem de Mato Grosso e do Cone Sul do Estado transportando grãos, vão retornar carregados com adubos e fertilizantes e o número de cargas vai dobrar na BR 364. Os modais de transportes marítimos em Porto Velho com produtos de Mato Grosso, como algodão e madeira vai triplicar o fluxo de cargas.

Tudo isso e muito mais sem considerar a produção de Rondônia que caminha em ritmo acelerado em torno de 20% ao ano. Para Evandro Padovani, a questão do pedágio levantada por alguns produtores rurais como fator que vai encarecer o preço dos transportes na BR-364, isso tem que ser discutido com parâmetros reais de custo e benefício. Para ele, é necessário um diálogo aberto entre produtores rurais, caminhoneiros e entidades ligadas ao setor na busca de uma tarifa compatível com a realidade.

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