Acampamento do MST é invadido e moradores são agredidos em RO

05/04/2016 15:36

Três moradores de um acampamento do Movimento Sem Terra (MST), localizado no Km 4, às margens da RO-140, em Cacaulândia (RO), no Vale do Jamari, afirmam terem sido vítimas de agressão por jagunços armados de uma propriedade próxima ao local no último sábado (2).

Eles alegam que um grupo de cinco homens chegaram em um carro, invadiram o acampamento e iniciaram os atos de vandalismo e agressão. A Polícia Civil iniciou as investigações nesta segunda-feira (4), para tentar identificar os invasores.

Segundo o agricultor Nivaldo José dos Santos, de 59 anos, a invasão ocorreu por volta das 19h do último sábado (2) e todos foram surpreendidos pela ação que durou cerca de 30 minutos. "Eles chegaram e mandaram todas as mulheres saírem do local, e para que ninguém reagisse à ação. Eu estava descansando no meu alojamento, quando levantei para ver o que estava acontecendo e fui abordado na pontaria de uma arma de fogo. Não foi possível escapar" explicou. Após serem abordados, os três moradores foram agredidos pelos invasores.

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Na manhã desta segunda-feira (4) as vítimas foram solicitadas a realizarem o exame de corpo de delito na sede do Instituto Médico Legal, em Ariquemes (RO). Ao G1, Nivaldo contou como foi agredido.

"Eles me desferiram um tapa no rosto, em seguida, me derrubaram e desferiram uma coronhada de arma de fogo em minha cabeça, onde causou um corte", explicou.

O agricultor Samuel Soares de Oliveira, de 42 anos, acredita que os três só sofreram as agressões por não terem conseguido fugir a tempo. "Quando eu tentava fugir, eles me mandaram parar, se não iriam atirar na minha direção. Assim que parei, um deles ordenou que eu sentasse e me desferiu coronhadas na cabeça, em seguida outro me desferiu um soco na boca", relatou.

De acordo com as vítimas, a principal intenção dos suspeitos era amedrontar todos os moradores do acampamento para não invadirem a propriedade do patrão deles. No acampamento residem cerca de 110 famílias, que somam cerca de 300 pessoas.

"Já fomos ameaçados em várias outras ocasiões e nunca chegamos a revidar as ameaças. estamos acampados na localidade à espera do trabalho do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para que o direito à terra seja alcançado e sempre trabalhamos com honestidade", reiterou Nivaldo.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes, onde está sendo investigado com o intuito de descobrir os autores da ação

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