ABRIGO É FECHADO E IMIGRANTES DEVEM SER ORIENTADOS POR SECRETARIAS NO AC

10/03/2016 14:05

 

O abrigo para imigrantes haitianos e senegaleses, que funcionava na Chácara Aliança, em Rio Branco desde 2014, foi fechado no início deste mês. De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh), Nilson Mourão, o principal motivo é a redução no número de imigrantes que usam o Acre como rota para entrar no Brasil. Ele conta que atualmente três imigrantes continuam no local, pois já estavam na chácara antes do fechamento.

Mourão explica que, caso cheguem novos imigrantes no estado, a Sejudh e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) vão efetuar somente o trabalho de orientação, mas não mais fornecer abrigo, alimentação ou transporte. Além disso, a chácara onde funcionava o abrigo, será devolvida ao proprietário.

"Vamos fazer as orientações nas duas secretarias e muito provavelmente nas rodoviárias, mas ainda estamos buscando o acordo. Seremos apenas um centro de referência em orientação. Quem já estava no abrigo, como esses três imigrantes, continua até sair para outro local. Agora, quem está fora nós orientamos que o abrigo está fechado, se não for assim, a gente não fecha nunca. A chácara será devolvida ao proprietário e está encerrado o abrigo", destaca.

Vistos
O Acre deixou de ser a principal rota para entrada de imigrantes haitianos no país desde que o Brasil ampliou a emissão de vistos pelas embaixadas em Porto Príncipe (Haiti), Quito (Equador) e Lima (Peru).

Segundo o Itamaraty, em 28 de setembro de 2015 foi inaugurado em Porto Príncipe, em parceria entre a Embaixada do Brasil no Haiti e a Organização Mundial para a Imigração, um novo centro de atendimento para demandas de vistos de haitianos que querem ir ao Brasil.

Ainda segundo o órgão, em 2015, a média diária de vistos para haitianos foi de aproximadamente 78. As emissões de vistos têm prazos estipulados e seguem as resoluções normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).

O abrigo montado em Rio Branco, chegou a receber até 100 haitianos diariamente, mas atualmente o cenário é bem diferente e o local está vazio. "Grande parte dos imigrantes fica no estado para retirar a documentação, espera por dinheiro da família para seguir viagem, mas agora devem seguir seus caminhos, procurar emprego ou ir para o Sul", finaliza Mourão.

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